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O MIRAGEM

O Miragem é o paraíso que Lethe escolheu preservar.
No meio da cidade morta, ele se ergue como uma miragem literal, um resort de luxo ainda iluminado, cercado por prédios em ruínas e ruas mergulhadas em escuridão.
As luzes de néon vermelho e branco que contornam sua fachada nunca se apagam, refletindo nas águas paradas das piscinas e nas janelas de vidro polido que mostram um interior ainda em funcionamento… ou algo que tenta parecer assim.Ninguém sabe quem mantém o Miragem ativo.
As portas automáticas ainda se abrem, os corredores brilham com uma energia suave, e o ar tem o cheiro doce de ozônio misturado a perfume antigo.
Mas não há funcionários, apenas ecos.
Os alto-falantes tocam músicas de elevador que se repetem em ciclos infinitos, e hologramas de recepcionistas aparecem e desaparecem, repetindo as mesmas frases de boas-vindas, como gravações de um tempo esquecido.O resort é vasto: piscinas de borda infinita, salões de jogos, spas, estufas internas e quartos de luxo ainda arrumados, com toalhas dobradas e copos intactos nas mesas de cabeceira.
A água das fontes ainda corre, mas ninguém sabe de onde vem.
As telas interativas ainda funcionam, mas só exibem mensagens distorcidas: “APROVEITE SUA ESTADIA. O JOGO JÁ COMEÇOU.”

No centro do resort fica o Cassino do Véu, uma área circular cercada por colunas de vidro e espelhos, onde os símbolos dos naipes decoram o teto como constelações.
É aqui que os jogadores costumam se reunir: trocam informações, descansam, ou apenas fingem que ainda estão vivos.
Debaixo do Cassino há um cofre subterrâneo, guardado por portas duplas com o emblema da carta partida. Ali ficam armazenadas as cartas coletadas, símbolo do progresso dentro de Lethe.
Os Guardas dos Símbolos patrulham o perímetro, sempre em silêncio.
Apenas observam, suas máscaras marcadas por sinais +, –, × e ÷ refletindo a luz das piscinas.
Ninguém sabe se estão protegendo o lugar… ou mantendo todos presos dentro dele.
À noite, o Miragem é hipnotizante.
As luzes dançam sobre as águas imóveis, o vento move as cortinas de seda, e o som distante de risadas ecoa pelos corredores vazios.
É belo demais para ser real.
E talvez não seja.

O ARCO CARMESIM

Uma antiga estação de transporte, localizada no centro da cidade.Seus trilhos se estendem sobre os prédios e terminam no vazio, como se as linhas tivessem sido arrancadas do mapa.À noite, painéis holográficos ainda anunciam “viagens programadas”, mas nenhum trem jamais chega.

Jogadores costumam usar o local como ponto de encontro ou para observar a cidade de cima. Às vezes, dizem que é possível ver as luzes piscando em padrões rítmicos, como um código.

O DISTRITO ZERO

O núcleo esquecido de Lethe, uma região de prédios completamente apagados, onde nem as luzes de rua funcionam.
O silêncio ali é quase absoluto, e os Guardas dos Símbolos raramente são vistos.

Muitos acreditam que o “coração” da simulação está enterrado em algum lugar do Distrito Zero, mas entrar lá é como caminhar dentro de uma mente quebrada: o espaço muda de forma, e o tempo parece não passar.

O SHOPPING DE VIDRO

Um shopping futurista abandonado, com escadas rolantes ainda em movimento e letreiros que exibem propagandas de produtos inexistentes.

Os corredores refletem luzes vermelhas e brancas de maneira hipnótica, e alguns andares são usados como zonas neutras entre jogadores, locais de troca, descanso e negociação.No centro há uma grande cúpula de vidro quebrada, por onde sempre cai uma chuva leve, mesmo quando o céu lá fora está seco.

O JARDIM DA MEMÓRIA

Uma praça de vegetação sintética, onde as folhas são de polímero e as flores piscam em cores elétricas.
As estátuas humanas espalhadas pelo jardim mudam de posição quando ninguém está olhando, dizem que são avatares congelados de jogadores que falharam.

O som ambiente imita o canto de pássaros, mas o áudio é repetitivo, fragmentado, e às vezes mistura vozes humanas pedindo ajuda.

O OLHO

No topo de um dos prédios mais altos, o Observatório é uma sala circular de vidro que parece intacta.Do lado de fora, a cidade se estende até o horizonte; do lado de dentro, há dezenas de telas exibindo dados sem sentido, gravações antigas, imagens de ruas, batimentos cardíacos de desconhecidos.

Alguns acreditam que quem controla Lethe observa tudo a partir dali. Outros dizem que o Observatório mostra o que o jogador mais teme ver.

O TEATRO DAS FACES

Um edifício imenso, parcialmente em ruínas, onde as cortinas ainda se movem mesmo sem vento.

As poltronas estão ocupadas por manequins com máscaras dos naipes, e no palco, uma tela exibe imagens dos próprios jogadores, como se Lethe estivesse encenando suas vidas.Alguns afirmam que o Teatro é onde Lethe testa o que resta de humanidade em cada um.

@PROJECT52RPG